Não é. E o que está acontecendo no Japão é uma prova disso. O Japão, um dos países mais desenvolvidos do planeta, líder em tecnologia de ponta, com uma ciência avançadíssima, potência mundial, está agora mendigando. E não é principalmente porque o terremoto e o tsunami destruíram casas, prédios, veículos, portos, fábricas e mataram milhares de pessoas. O principal motivo da penúria japonesa é que não há energia elétrica para mover nada, nada mais funciona nas regiões atingidas pela catástrofe. Sem energia elétrica, a humanidade faz o quê? Nada. Eu não poderia, por exemplo, estar publicando este texto. Até já escrevi um conto sobre o assunto. Isso parece algo óbvio, e é, mas as pessoas parecem não se dar conta. Não estão preocupadas com um possível colapso de energia, que pode ocorrer em qualquer local do planeta.
A verdade é que a humanidade está desesperada por mais energia. A construção de uma usina nuclear é um ato de desespero. Todos sabem das funestas consequencias de um possível vazamento de radioatividade. Por mais tecnologia que esteja envolvida na construção de uma usina, nunca haverá segurança total. O Japão que o diga. Porém, a humanidade quer e precisa de mais e mais energia, necessita se manter em seu implacável e caótico crescimento e "desenvolvimento". Por esse motivo, corre o risco das usinas nucleares. E constrói mais e mais hidrelétricas, que acabam com quilômetros e quilômetros de florestas virgens, como ocorre aqui no Brasil. E extrai mais e mais petróleo, até a exaustão. E assim vai. Um dia o planeta não mais suportará. Enquanto isso, as fontes limpas e renováveis de energia, como a solar e a eólica, estão em um estágio de desenvolvimento que eu denomino como risível. Por que será que não se investe nessas fontes de energia?
Continuando assim, um dia ficaremos sem energia elétrica. E voltaremos a ser os bárbaros de antanho. Não, seremos muito pior, porque os bárbaros estavam preparados para sua vida. Nós não estamos. A humanidade com sua ciência não é nada. É um castelo de areia que uma tempestade arrasa.












