eu sempre detestei os covardes
os que se escondem da luta
os que se omitem
os que se justificam
como Pilatos lavou as mãos
os que enfiam a cara num buraco
como no Inferno de Dante
os que vivem como se não vivessem
como se não estivessem
em um mundo que agoniza
em um Planeta esfaqueado que sangra
como se não dependessem Dele
onde transformamos nosso livre arbítrio
em instrumento de injustiça e crueldade.
os que se escondem da luta
os que se omitem
os que se justificam
como Pilatos lavou as mãos
os que enfiam a cara num buraco
como no Inferno de Dante
os que vivem como se não vivessem
como se não estivessem
em um mundo que agoniza
em um Planeta esfaqueado que sangra
como se não dependessem Dele
onde transformamos nosso livre arbítrio
em instrumento de injustiça e crueldade.
vejam bem: eu não me importo
com minha morte, não a temo
e até de certa forma a desejo.
mas eu luto pela vida do Planeta.
e vejo gente a dizer e a ostentar
que ama sua vida (medíocre)
mas que não se importa com a Vida
que a sustenta.
que ama sua vida (medíocre)
mas que não se importa com a Vida
que a sustenta.
se há algo que a Arte me ensinou
é que há o sublime
e há a realidade:
devemos cultuar o primeiro
e enfrentar o segundo.
eu sempre detestei covardes.
"A quem enviarei?"
"Eu estou aqui, envia-me a mim".
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