teu vasto furacão que o cosmos traga
teu lago de ilusão que a morte vaga
teu sangue pelo não em que me embriaga
teu rastro pelo chão trazendo a praga
teu dente de leão que a pele afaga
teus deuses que não são que a vida esmaga
teu lúgubre trovão que o sonho estraga
teu trago em vastidão que acende a mágoa
teu grito de emoção do que desgraça
tua asa sem razão na treva aziaga
tua trágica paixão que a alma rasga
teu tétrico perdão que a nada apaga
"Teu fúnebre clarão que a noite alaga..."
teu lago de ilusão que a morte vaga
teu sangue pelo não em que me embriaga
teu rastro pelo chão trazendo a praga
teu dente de leão que a pele afaga
teus deuses que não são que a vida esmaga
teu lúgubre trovão que o sonho estraga
teu trago em vastidão que acende a mágoa
teu grito de emoção do que desgraça
tua asa sem razão na treva aziaga
tua trágica paixão que a alma rasga
teu tétrico perdão que a nada apaga
"Teu fúnebre clarão que a noite alaga..."