01 agosto 2026

13 Versos (sendo que o décimo terceiro verso é de Álvares de Azevedo)

teu vasto furacão que o cosmos traga
teu lago de ilusão que a morte vaga
teu sangue pelo não em que me embriaga
teu rastro pelo chão trazendo a praga
teu dente de leão que a pele afaga 
teus deuses que não são que a vida esmaga
teu lúgubre trovão que o sonho estraga
teu trago em vastidão que acende a mágoa 
teu grito de emoção do que desgraça 
tua asa sem razão na treva aziaga
tua trágica paixão que a alma rasga 
teu tétrico perdão que a nada apaga 
"Teu fúnebre clarão que a noite alaga..."

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