porque há risos gargalhadas
em cascatas cataratas
sanguinadas pelas pragas
em cascatas cataratas
sanguinadas pelas pragas
são cantatas de mortalhas
das risadas alastradas
zombarias pelas águas
são compassos de tragédias
entre asas garras brasas
pelas rubras trevas geadas
o deboche dos abutres
a piadeira dos corvídeos
os avisos das corujas
graves línguas de lagartos
o sarcástico dos asnos
entre cabras bodes sapos
ironias desbocadas
em metralhas e sarcasmos
em grotescos e catarras
entre danças valsas facas
essa engraça desgraçada
a lembrar que a humanidade
é uma piada.
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