05 setembro 2026

AR

sim o que é Ser ainda vive 
e nada se impõe ao meu Ser.
que proclamem as cruzes da estrada
que se noitem as almas penadas
que se avem as asas das fadas
se ainda estás no que é Ser.

sim o que é Ser ainda vibra
e nada abate o meu Ser.
que desabem as noites imensas
que levantem as músicas densas
que extremem as almas intensas
se ainda sentem o que é Ser.

sim o que é Ser ainda canta
e nada silência o meu Ser.
que trombetem as glórias dos corvos
que sonatem os longes dos mortos
que vaporem  os sangues dos corpos
se ainda é vasto o que é Ser.

sim o que é Ser ainda é imenso 
e nada vence o que é Ser.
que espadem os anjos de Marte
que  sublimem os gênios da arte
que te ámen o que eu for falar-te:

que ainda Sou o meu Ser.

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