não, agora que sangram tempos outros
eu falarei como te sendo o ausente
este nada que em nosso horror te sente
um doentio pelas dementes dos poucos
eu falarei como te sendo o ausente
este nada que em nosso horror te sente
um doentio pelas dementes dos poucos
pesteado bicho pelos campos solto
pingo de sangue nos olhares quentes
a poeira de um asteroide incidente
um palavrão na boca de um louco
cruel ataque de uma leoa astuta
de Brahms seus trovejantes quintetos
os pedaços de carniça em disputa
a navalha que em meu fígado eu meto
beijo de mulher julgada de puta
e a tua presença entre meu soneto.
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