19 julho 2026

Carta Aberta ao Leitor

não, agora que sangram tempos outros
eu falarei como te sendo o ausente
este nada que em nosso horror te sente 
um doentio pelas dementes dos poucos 

pesteado bicho pelos campos solto 
pingo de sangue nos olhares quentes
a poeira de um asteroide incidente 
um palavrão na boca de um louco 

cruel ataque de uma leoa astuta 
de Brahms seus trovejantes quintetos 
os pedaços de carniça em disputa 

a navalha que em meu fígado eu meto 
beijo de mulher julgada de puta
e a tua presença entre meu soneto.

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