um dia, humanidade
no sonho de ser o que não foste
deixaste levas
de palavras em lavas
e promessas orgasmas...
agora?
larvas não lavradas
por águas porcas levadas
e livros largados
esporreados mal-lidos
e agora
a tua ilusão?
sonho a sonho
ejaculados pelos esgotos
vão teus escrotos não-livres
de grão em grão
se esvazia tua ampulheta
e gota a gota
se extingue o gozo
da tua punheta
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