frias lentidões roxas dos destinos
pelas asas de exangues marchas fúnebres
eternas luas cheias longas lúgubres
olham verdes ao canto dos felinos
pelas asas de exangues marchas fúnebres
eternas luas cheias longas lúgubres
olham verdes ao canto dos felinos
e os sapos me noturnam ao que fascino
violinam árvores pelas artes tênebras
violoncelam céus pelas noites tétricas
e sinto o sangue dos crísticos vinos
ah Noite, a que segredo me destinas?
aspiro teu perfume pelas róseas
me inebrio entre estrelas hialinas
corvo-me pelas tuas tensas trévoas
sangram-me tuas trágicas felinas
e o dia... ah que ande envolto pelas Névoas.
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