tempestades orquestram pelas flores
entre beijos desastres e outros astros
eu te sangro o perfume dos meus rastros
entre o sol que chorou-se por te pores.
entre beijos desastres e outros astros
eu te sangro o perfume dos meus rastros
entre o sol que chorou-se por te pores.
nesta tarde anoiteço as tuas dores
sempre e tanto me trago estes teus vastos
firmo pela tormenta os altos mastros
e me ergo alucinado onde tu fores.
sinto na pele as mortes do que fito
sei de todas paixões por esta súplica
compreendo que não passo de um maldito.
estas tragédias são-me a Lua única:
Lua que impera à Noite ao infinito
e faz da minha dor desejo e Música.
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