16 abril 2012

Homem Fraco

é, fraco
que mal se aguenta nos cascos
quando lhe dói um dos lados
da imundície do estômago

homem trôpego
pouco mais que macacos
estilhaços
duma mentira aos cacos
vazio de pensamento
em vácuos
fraqueza lépida
que não sabe o que faz
sob a falta
de energia elétrica

homem fraco
pedaços magros
de espírito
trancafiado em frasco
palhaço!
homem lerdo
farás o que
no nada
do teu próprio deserto?
vieste de que ontem?
por que vives o que vives?
e vais para qual onde?

o que é que sabes disso que não sabes?
onde é que sentes o teu não-sentido?
o teu futuro me dá asco
ergue um túmulo
para o teu si mesmo
e para o meu desprezo
ah quem me dera
ser o teu carrasco
homem fiasco

6 comentários:

Alê disse...

Mas o que é um homem fraco? aquele que não detém poder sobre a máquina? Sobre a política? Sobre as leis?


bjkas

Ligéia disse...

Homem Fraco, poema fortíssimo!!!!!

Vi um alguém, do meu particular, embora o poema seja ilimitado.

Sensacional!

Natália Campos disse...

Interessante a sonoridade que deu nestas palavras, querido.

Beijos!

Al Reiffer disse...

Respondendo a Alê, homem fraco é a humanidade. A humanidade é fraca, sem água e sem energia elétrica sobra o que da humanidade, da civilização? O homem (é claro que aqui falo do homem como um símbolo de toda a humanidade) não conhece nem a si mesmo, não controla o que sente e o que pensa, não sabe nem o que faz aqui. É a essa fraqueza que me refiro. Agradeço aos comentários.

MoiselleMad disse...

adorei esse.

Davi Machado disse...

Tá aí uma boa "fotografia" da maioria.

gostei bastante da qualidade do poema!