10 fevereiro 2012

O que faltou nos Últimos 50 Anos?

faltou da folha um ramo
nas florestas desfolhadas
na guerra do vietnã

faltou um grão de arroz
entre os dentes já caídos
dos famintos africanos

faltou um ponto a menos
na tremenda escala richter
do tsunami da indonésia

faltou vazio a menos
entre a área devastada
pela radiação de chernobyl

faltou o som do grito
das milhares de espécies
que do agora se extinguiram

faltou uma esperança
aos milhões de gente humana
que vivem a vida sem sentido

faltou um pouco d’água
pelos 100 riachos rios
que secaram pelo mundo

faltou uma só lágrima
gotejando pelo queixo...

eu aqui a deixo.

8 comentários:

angela disse...

Deixo a minha também se você o permitir.
Muito bom,pega na veia.
beijos

Alê disse...

De tantas faltas somos feitos,

MIRZE disse...

Bravo, poeta!

Junto à sua minhas lágrimas quase que diárias ao ler a parte de ciência e do planeta.

Beijos

Mirze

Victor Said disse...

Há poemas que precisam ser comentados e já outros que nos deixam calados, esse é um deles. Magnífico!

Ligéia disse...

Deixo aqui a minha lágrima, pelos últimos cinquenta anos, pelos sobreviventes dos próximos anos, pelo que faltou, e pelo que ainda sobra: desumanidade!

Anônimo disse...

gostei da forma como a tragédia vai aumentando a cada verso de cada estrofe.

Joguete do Destino disse...

nOSSA! Muito Bom. Um dos melhores seus q já li. Essa sua migrada pro lado crítico-social tá me animando. Abraço, Ulyane.

Dellone disse...

Dizer o que?
Me limito a parabeniza-lo pela obra
e concordar contigo!

Tenha um Bom domingo e
uma ótima semana!