23 fevereiro 2012

Não há Nenhuma


não há alguma nem nenhuma
nem há outra (outro)
ou alternativa
nem do lado de cá
nem no que está por lá
nem daqui para ali
e vice-versa
nem de ti para mim
nem de si para si
há o que se versa
há talvez a volta vasta
velha vaga branca
curva reta manca
ou largo lago claro
talvez um som um sem um não
um voo um vão um raro
palavra em nota e tinta
há o note o pague o sinta
mas nenhuma ou alguma
não há
seja em gota ou em pá
há o que não é
e o jamais do que se veja
há o além do nada
e talvez o Nada Seja...

3 comentários:

A VIDA É UM ETERNO APRENDIZADO disse...

Bom dia!
É com prazer que leio seu blog,gosto de invadir e seguir aquilo que meus olhos e minha mente aceitam com fonte de aprendizado.
Adorei seu poema,
Do lado de cá

não sei o que
mas há.
Grande abraço
se cuida

MIRZE disse...

Lindo, Reiffer!

Duvido que alguém fiue indiferente diante este poema!

Beijos

Mirze

Dellone disse...

Super interessante!
Parabéns Lord

Tenha uma Boa tarde
e até breve!