23 setembro 2011

Ilógico

entre o tudo que não existe
dou-te este poema
vitoriosamente triste
ou que nem triste chegou a ser:
talvez o fosse
se eu me pudesse ver...

mas se minha tristeza
não é suficiente
talvez o seja
o olhar ao mundo
como morrer
e ser profundo

a minha humanidade
não me perdoa:
sou minha culpa
que te não voa

e o que me eleva
é o que não passa:
ah quem me dera
ser um veneno
na tua taça

e o horror divino
é sempre firme
em tudo há medo
e aponta um dedo:
sentir é crime

eu sou aquilo
que não me esquece:
sou como um sono
e tu minha prece

a minha palavra
não dará ensejo
a nenhuma lágrima
mas será um desejo
de organismo etéreo
despencando do que tristeza
ao ilógico do que mistério...

4 comentários:

Marisete Zanon disse...

Gostei, te sogo se tu me seguir...ué...uma boa troca. Eu leio aqui e tu lê lá no meu. Http://qualeadehoje.blogspot.com
um abraço

Luna Sanchez disse...

E isso é tanto entre tudo que não existe!

Um beijo.

Claudia disse...

Lindo! Simplesmente muito bem construído.

Enigma disse...

Ilógico e ao mesmo tempo sedutor, gostei. Um abraço forte e boa semana. Kiss!! Kiss!!