18 novembro 2008

a Torre

mundo que acaba:
e uma torre tão alta
ao alto ao longe me chama
em chamas meus olhos se aclaram
clara tua voz que me encanta
e o mundo ao nada se esvai
não posso ir-me sem ver-me
sem tocar na janela que cantas
asa de fim nos versos nasceu-me
nos céus me sonho em teu sonho
some-se nuvem em teus olhos
não posso temer ter-me em voar
em gotas de lua gelou-se meu sopro
vento de morte caiu-me em castelos
teu castelo em noite inflamada
na torre, só, tua palavra de febre
aprisionada...

3 comentários:

Marcus Vinícius Manzoni disse...

O final desse poema foi muito bem feito, é de muita importância saber disso.

Agora, vá lá ter com os corvos da madrugada, ficou muito bom!

Micheli Pissollatto disse...

Ah, que lindo! Muito bom.

Walmir disse...

Sua página é um descanso, mano blogueiro poeta.
Muito boa sempre sua poesia.
Paz e bom humor, sempre