12 junho 2008

Tristeza, tão-somente

Tristeza
pura e simplesmente
sim, aquela de Cruz e Sousa
velha tristeza nada original
tristeza há muito tempo triste
longa, roxa e fantasmal

tristeza de tudo
tristeza por nada
de tudo que é sublime
por nada desolada
tristeza em quintessências
que flui aos olhos dos séculos
lá dos milênios e eras
até a tristeza do agora
tristeza do Início
e que jamais vai embora

tristeza do ontem e do hoje
e que vai até o Fim
de tudo que se perde e chora
e que sai dos teus olhos
e se expressa por mim
tristeza dos grandes finais
cada vez mais perto de nós
tristeza que cresce e assombra
com sombrios adeuses na voz

tristeza-sentença
do que é e de tudo que virá
de tudo que foi e que morre
tristeza que ao futuro corre
tristeza que não basta
e nunca bastará

2 comentários:

Walmir disse...

As tristezas poéticas acabam virando alegrias literárias, é ou não é.
Agora a tristeza mesmo é dose, mano blogueiro. Hoje virou em doença: depressão. E deve ser acompanhada por umas miseriazinhas químicas chamadas ansiolíticos, anti-depressivos.
As boas tristezas amorosas cujos lutos de´viam todos vi9ver e divulgar estão em fase terminal.
Pz e bom humor, sempre
walmir
http://walmir.carvalho.zip.net

/ceuouinferno disse...

A tristeza é necessária.