12 novembro 2012

Mais um Silêncio


sentença silente de ocaso
surdo silvo de sino
sumo de selva sem ser
seráfico
som de sol
que se (es)vai

poesia selada sem vezes
segredo-sussurro sem asa
vazio sutil que se assoma
em seca saliva simbólica

necessário silêncio 
insentido soando e só sonho
sibilo-serpente não visto
sinal em sono-assonata
e à humanidade
a arte de não-dizer nada

3 comentários:

Janice Adja disse...

Palmas!!!!!
Beijos!!

INTEGRAL DE MIM E DE MEU TEMPO ! disse...

Rimas aliteradas.. algo lindo e muito difícil de ser feito.
És un poeta magnífico. Do nível de um Cruz e Souza. Belo blog, belos poemas.

Milene Lima disse...

Depois você me dá uma aula de aliteração? Rsrs...

Brincadeirinha, isso é para poetas dos bons, assim como você.

Bom demais.
Abraços.