02 março 2012

O Fatal do que é Limite

desde aquele auge do sol
que é só o momento de o ser
e tudo o mais é passo à noite...

desde aquele auge instante
é descida que abisma no adiante
ao movimento lento
que te não sustento
desde a queda treva
do fechar cadente
do silente da pálpebra
desde o que é céu
ao que é trágica

desde aquele alento forte
denso intenso vasto
em esperança carregado
( aquele alento forte)
aquele alento último
que precede a morte

desde aquele alento-ápice
desde o fatal do que é limite
o calor que gera a tempestade
o antes do que se decide

o passar ao outro lado
do ponto que é o mais alto
o abaixo do que foi montanha
o balão cujo limite estoura
o reverso do que reluz e doura

a finitude exalando sinais
o não se poder mais
o destino de tudo que sobe
o preço batendo na porta
a gordura entupindo a aorta
aquilo tudo
de que não se pode ir além
o deixar de ser
e o inverso que vem...


4 comentários:

MIRZE disse...

REIFFER!

Você consegue ir além. SEMPRE!

Beijos

Mirze

Jéssica do Vale disse...

Complexo e encantador!
Belo poema.

Matheus de Oliveira disse...

Sensacional construção, o que ela me transmite é de algo que não pode durar pra sempre, que chega um momento em que tudo caminha para o fim, seja o ser humano, seja o planeta. Um abraço!

Ligéia disse...

Lindo demais, Reiffer!