14 março 2012

Da Destruição

o que será
será quando o é deixar de ser
e ponto.
fazer-se tabula rasa
e brasa
da lavoura que deu em nada
e plantar do nada
a próxima lavra

já dizia Picasso
que criar é destruir no antes
limpar o terreno
para plantar-se um outro outro
que será pleno
quando houver
e quando ouvir
o que for som de adiantes

tempestade que varre o que é tarde
teu cheiro que sim sem alarde
joga ao não o que já (outra) era

tempestade que é o vir do que espera...

a destruição é a mão do que há-de
e há de surgir uma outra
outrora de (human)idade

4 comentários:

Natália Campos disse...

Muito bem feito. Gostei do poema, Reiffer. Sendo você, um grande escritor, me senti muito feliz com sua visita em meu blog. Obrigada! Beijos.

lucas repetto disse...

(des(cons)tru)(i)(ção)

Das!
Várias formas (in)formais.

Cuentos Bajo Pedido ¿Y tu nieve de qué la quieres? disse...

dejar de ser, tal ves sólo le importe a uno mismo, pero con eso me basta.

Saludos

Andrea de Godoy Neto disse...

nossa, poema excelente!

porque sou cria das tempestades, destaco este verso: "tempestade que é o vir do que espera..."

mas o poema todo é perfeito, como a mão da destruição que traz o outro começo

abraço pra ti