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07 setembro 2010

Versos Escritos em Desalento, de Yeats

William Butler Yeats, indubitavelmente um dos maiores nomes da poesia no século XX, nasceu em 13 de junho de 1865 (vale lembrar que Fernando Pessoa, outro gênio da poesia deste mesmo século XX, também nasceu em um 13 de junho), em Dublin, capital da Irlanda. Foi poeta e autor teatral, e diferentemente de Pessoa, conquistou, em 1923, o prêmio Nobel de Literatura. É considerado o maior poeta moderno irlandês. Abaixo, um de seus místicos e melancólicos poemas, inspirados pela mitologia celta, que tanto o fascinava.

Versos Escritos em Desalento

Quando é que eu vi pela última vez
Os olhos verdes redondos e os corpos longos vacilantes
Dos leopardos vacilantes da lua?
Todas as bruxas selvagens, aquelas senhoras muito nobres,
Por todas as suas vassouras e as suas lágrimas,
Suas lágrimas de raiva, fugiram.
Os santos centauros das colinas desapareceram;
Não tenho nada para além do amargado sol;
Banida mãe lua heroica e desaparecida,
E agora que cheguei aos cinquenta anos
Tenho que aguentar o tímido sol.

W.B.Yeats

4 comentários:

Denise Portes disse...

Lindo poema.Toda vez que passo por aqui levo comigo mais conhecimento, te agradeço por isso.
Beijo
Denise

Mirze Souza disse...

Reiffer!

Ontem à noite lembrei de você enquanto lia Borges.

Este poeta que estou sendo apresentada agora, me transportou para um mundo que desconhecia.

Belíssimo poema que aqui se apresenta e eu, agradeço!

Um abraço!

Mirze

Sonhadora disse...

Meu amigo Poeta
Lindo este poema, uma reflecção...a vida, o passar do tempo no Outono que chega.

Beijinhos
Sonhadora

Lau Milesi disse...

Olá Reiffer, como vai? Um poema forte e com um construção interessante, não é? Já ouvi falar sobre o peota , mas não conhecia suas obras.Obrigada pela partilha.
Um abraço amigo