12 setembro 2010

Morta

à esta humanidade tudo é inútil:
a ela não se diz verdades
nem fundas filosofias...
ela é burra como uma porta.

aos humanos não se fala de flores
ou de altos aromas sublimes...
eles são podres como uma porca.

e não se canta os amores
nem em idiomas celestes...
a alma não lhes importa.

e mais inútil ainda
é ser agora um poeta:
a poesia no homem está morta.

7 comentários:

Aмbзr Ѽ disse...

teus poemas estão tomando um belo rumo no que se diz respeito ao conservador.

vários ângulos do "fim". adorei.

http://terza-rima.blogspot.com/

Sonhadora disse...

Meu querido Poeta
Sempre que chego aqui, poemas mais profundos.

e mais inútil ainda
é ser agora um poeta:
a poesia no homem está morta.

Está mesmo...já ninguém sonha.

Beijinhos
Sonhadora

Ju Fuzetto disse...

Ah amigo!!

Me fez refletir tanto!!!

adoro teus poemas!

boa semana , beijo

Lau Milesi disse...

Não a sua, Reiffer. Sua poesia nos toca a alma , não tem "fim".
Um grande abraço, poeta.

Juliana Dias disse...

Tens toda razão, o homem de hoje matou muitos sentimentos dentro si.

Richard Mathenhauer disse...

A Poesia no Homem Está Morta.

Que decreto fatídico. Eu, amante dela, embora tão imperfeito, sou um sepulcro. Somos, todos nós. E de nós é que ainda exalam perfumes de coroas postas sobre morta está em nós...

Mirze Souza disse...

Reiffer!

A poesia nunca morrerá depois de você!

Beijos

Mirze