13 julho 2009

a um Anjo

ó Tu, Anjo
que quanto menos dizes de ti
mais comigo tu és
inspira-me com teu não-eu
esteja-me em tudo que falto
consiga-me em tudo que falho
conheça-me em tudo que esqueço
que tu sendo tu sou eu

sou eu que ao nunca me lanças
és tu que ergue-me em lanças
aos perigos das alturas da morte
que se assoma como tu te ocultas
e nos surge nas sombrias curvas
nestas curvas que te esquecem todos
nestes finais em que te elevas grave
como o verbo em que vibrei teu nome
além do amar em que filtrei-me o mal
além das forças que ao olhar triunfas...

que as noites sejam comigo leves
e contigo me leves...

5 comentários:

Davi Machado disse...

"além do amar em que filtrei-me o mal
além das forças que ao olhar triunfas.."

Genial!!
este anjo talvez volteia os 'gênios' de todos os bons poetas!

Muito bom teu poema, e o que você diz nele.

até

Gracieli D. Persich disse...

Gosto dos teus poemas pq precisa de atenção pra lê-los, as letras e as sílabas se confundem se a gente lê rápido. Muito bom, Lizandro.

jls disse...

Realmente lindo! Hipnotizante eu diria..oO as palavras se entrelaçam harmoniosamenete em um lirismo encantador!!! :)

Äмbзr Gïrℓ ⅞ disse...

nossa, esse fim muito ultra romântico, uma surpresa agradável, uma declaração sublime...

pasma aki...

Blog Suicide Virgin

Micheli Pissollatto disse...

Perfeito, e ainda com um ar musical. Eu estava com saudade de ler teus textos.