I - lá vão os “sábios”
do nosso tempo
com sua baba aba(o)stada
de sabão:
falam e fazem espuma
julgam quem sangra ou noite oufuma
mas mantêm firmes
enquadrados no sofá
os limites do seu bundão
II – lá vão os “sábios”
vivendo de alfafa e
alfarrábios
para tudo eles têm solução:
“é só fazer o que eu faço:
“é só fazer o que eu faço:
enfiar no cu pelo umbigo
tudo que for além do que
digo
e deus-o-livre um
palavrão!”
III – lá vão os "sábios"
III – lá vão os "sábios"
posudos podados peidados
de tanto manuais cartilhas
e bulas
solenes sensatos e pulhas
com algemas correntes
cadeados
para prender a vida
nas suas mentes “desta
bitola”
e ensinar à vida, como
esmola
como se deve viver
e por fim lhe dizer:
“eu não tenho razão?”
IV – e lá vão os “sábios”
(que mal conhecem
“eu não tenho razão?”
IV – e lá vão os “sábios”
(que mal conhecem
o perfume dos lábios...)
para colocar o ser
para colocar o ser
o cosmos
a consciência infinita
num saquinho de ração
Deslumbrada
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