cada sonho que se procria
é vergado por furacões
cada olho pelo horizonte
é um raio que me condena
o tempo passa e pulsa
a boca beija e brame
a morte mata e move
cada vida demais amada
é morte ao extremo temida
cada sino que bate aos olhos
é minuto chorando à porta
a terra treme e troa
a fera fere e finda
martelam Morte e Marte
cada bafo em crise do ocaso
é gelo que me explode as veias
cada ânsia enforcada à noite
é sopro que me queima as asas
grito-gangrena e guerra
sonho-sangue sangrado
trompa-trombeta ao tempo
Teu jogo de palavras... acho que muitos já falaram sobre isso, interessante o ponto filosófico do poema, lembra Fagundes Varela, ou um Rimbaud um pouco mais moderno, isso em minha humilde opinião.
ResponderExcluiresta fúria, talvez, seja alusiva à vida, ao fardo que é carregado pela massa? apenas especulações rsrss
todo poema foi bem trabalhado; é um mérito de esforço com uma mescla de talento!
Há algo neste impressionante poema, uma sensação intensa que ele transmite, que é muito difícil de ser expressa, mas que eu poderia dizer que se assemelha a uma marcha fúnebre, não só pelo ritmo, mas pelo conteúdo, até mais pelo conteúdo.
ResponderExcluirAndré Vieira
poema agudo com cólera e realismo. o conjunto perfeito, e a narração de caos.
ResponderExcluirBlog Suicide Virgin
Sensação de túmulo!
ResponderExcluirObra de arte!
ResponderExcluirParabéns amigo Alessandro!
Vibrei!