21 novembro 2020

Arcanjo de Vênus

que sonho que eu sou quando eu for-te
em que som deixei-me em que parte
se tanto eu partia em nos ver-te
nem sonho cai mais pelos mares

não tenho onde um sol que vou por-me
ou deixar-te a quem não achar-me
se tanto vi o céu não mais ser-me
nem almas sai mais dos cantares

o Fim me olhou sempre em horror-me
e senti-lo é dever-me de arte
se tanto li a dor do que verte
nem sangue sai mais dos olhares

qual anjo que vem quando há mor-te
no que não deixei-me em que aMarte.

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