06 outubro 2017

Após Humanidade

o meu verso é de sangue e decadência 
pela percepção viva do que morre 
como se o peso de um cósmico porre 
tivesse elevado a minha consciência 

o meu verso é de alarme e de iminência 
pela percepção óbvia do que (o)corre 
a visão do desabe de uma torre 
além filosofia além ciência 

eu sinto em um após humanidade  
queda da noite que me dura um século 
e sinal da anímica liberdade 

da morte se entende que a alma é círculo 
nada a se dizer a não ser o que há-de 
em meu sangue há catástrofe e espetáculo

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