28 janeiro 2017

Contra a postagem do Nova Pauta sobre os Protestos contra Sartori


Ontem, li o seguinte comentário ridículo, no mínimo, no site Nova Pauta, lá da minha cidade natal, Santiago, referente à visita de Sartori à cidade:



Sartori, ao ver as faixas de protestos, chegou e foi direto cumprimentar os manifestantes num gesto de cordialidade e de reconhecimento ao ato, "mas pro que foi": Muitos, além de não estenderem as mãos, ainda se viraram de costas e depois seguiram proferindo palavras de calão. Com isso, Sartori não falou, nem esquentou banco e rumou para Bossoroca onde foi inaugurar um trecho de asfalto na 168. Obs. O que devemos esperar dos outros quando os educadores cometem tal atitude com o chefe do Estado?

Primeiro: alguém acredita na sinceridade desse ato de "reconhecimento" e "cordialidade", como afirma o Nova Pauta? Óbvio que se trata de apenas mais um fingimento político. Segundo: em qual tipo de protesto sério, os manifestantes vão "bem faceiros" apertar a mão da pessoa contra a qual estão protestando? Só um idiota faria isso. Virar as costas é o mínimo que se espera. Ah, e o Nova Pauta ficou muito chocado com os palavrões, que ele chama de "palavras de calão"? Bem, essa é a típica hipocrisia brasileira. Todos os brasileiros usam palavrões, uns mais, outros menos, quase todos os dias, nas mais diversas situações, aliás, não só os brasileiros, o mundo inteiro. Os palavrões já foram incorporados à linguagem pós-moderna, fazem parte de nossa sociedade, estão na literatura, tanto na prosa quanto na poesia, estão no cinema, no teatro, enfim, palavrões são sim uma forma de protesto. E, terceiro, como mesmo o governo Sartori vem tratando os funcionários públicos? Acho que não é com respeito...


E respondendo ao Nova Pauta, o que devemos esperar dos educadores? Devemos esperar dos educadores, e de outros profissionais, que não sejam hipócritas "educadinhos", muito menos lacaios submissos dos poderosos, nem puxa-sacos subservientes, conformados, servis e rasteiros, que ajudem a formar estudantes críticos e conscientes, e que se manifestem com veemência e indignação na luta por seus direitos. E da imprensa de Santiago, o que devemos esperar?

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