12 junho 2015

Minha Amada de Amada

parar de pensar
e não dizer nada com nada
nenhuma alguma a ser entendida
ou entediada

sono o vasto do campo
em minha amada de amada
que o campo é o campo
e não se precisa explicá-lo:
só diante do silêncio
me calo

sente-se mais a dor
do que o significado do calo
então nada me resta há-de falar:
o que vale é que ao vale a cavalo
sair contigo do que estou
e além do que penso
o universo é mais denso
quanto te perco meu juízo
e meu senso

versar é no Nada cavá-lo
e nada há de moderno a fazê-lo:
do humano
só a Arte não passo
quero que se grave e antiga
em todas as eras
o tu que me olhares
nos parassempres do espaço


Poema dedicado a Patrícia Almeida

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