02 dezembro 2014

Só a Bala

há momentos
(que nem tampouco
são poucos)
em que não entendo
qual a real
esperança
que traz toda gente
e a faz
morrer em frente

desde os que louvam a vida
negando a sua existência
até os que dizem
de sua existência
negando o como vivê-la
e que veem diferenças
entre um ser
e uma estrela

há um momento
no qual
o real
(que se vive
sem em realidade
se sabê-lo)
é tão somente
um não adianta
diante
de tanta...
anta

nem importa
o que se busca
se sonha se traga
o que se faz se fala

há momentos
que com toda gente
só a bala

Um comentário:

Bianca Silveira disse...

Forte. Como às vezes (ou sempre) tem que ser.