28 fevereiro 2014

que sonho que eu sou quando eu for-te

que sonho que eu sou quando eu for-te
no que eu deixei-me em que parte
se tanto eu partia em nos ver-te...

nem chuva não cai mais dos mares

não tenho onde é que vou por-me
ou deixar-te a quem não achar-me
se tanto vi o céu não mais ser-me...

nem lago sai mais dos cantares

a rosa pairou-me em horror-te
beijá-la é o dever-me de arte
se tanto li o som do que verte...

nem sangue sai mais dos olhares

que sonho que eu sou quando há mor-te
no que eu deixei-me em que amarte...

Um comentário:

Nadine Granad disse...

Rs... adorei a fragmentação ;)