11 março 2013

do Fracasso


a minha parte
do que está
é a parte depois da parte
quando já não estiver

já sei o que foi estado.
o que será
o que é mais do que já é?
então não posso
estar com o que está
vou-me em outro passo
pé ante pé

nem sei porque digo
que passo...
talvez  por eu ter
que passar-me
e olhar-me
onde ninguém me vê

no todo formado de parte
tenho a última máxima extrema
que é o estado do Nada
e do só
onde o sucesso é pleno
por ter se tornado vento
e tornado de pó


por isso
porque eu quereria
que me ouças?
ou esperaria o que me espera:
o meu objetivo
é ele não ser alcançado
(quem me alcança?)
e assim já o tenho
no nada em que me faço:
o que é a vitória
além do não se importar
com o fracasso?

4 comentários:

Izabel Brum disse...

Eu não sei fazer poemas, mas adoro ler. Também não sei comentar sobre eles. Os poetas, para mim, são os únicos capazes de codificar uma vida inteira em poucos versos.

E eu gosto de poemas assim. Não sou muito fã daqueles poemas do tipo: "batatinha quando nasce"

Abraço e mais uma vez, parabéns pelo blog e pelos livros já lançados.



Ana Bailune disse...

Acho que a única vitória possível na vida de alguém, é ter parte dos momentos vividos como possíveis boas lembranças. E das lembranças ruins (que podemos até chamar de fracassos) tirar boas lições de vida para nós mesmos. Bom dia!

Cristina disse...

Yo he tenido muchos fracasos... hoy aprendí que aprendí de ellos.
Buenas letras, te dejo un fuerte abrazo!

Nadine Granad disse...

Parte que partiu!

Mais um de fundir a cuca, rs...

Beijos =)