28 fevereiro 2013

Soneto Distante


sentido que existe além do meu corpo
leva-me a um algo distante pressinto
mais do que vida que mato e que minto
fora do tempo em que furio-me morto

olhei para o longe com um vasto absorto
e todo meu olho era um trago absinto
filtro de névoa onde houvesse um distinto
e o sonho não fosse um fétido aborto

findo este mundo, para onde o que digo?
que há de eterno entre o som dos olhares?
que é que se colhe da essência do trigo?

sentido que capta além dos pensares
como que sinto a que sinta contigo
quando no sangue vier te vingares?

Um comentário:

Cristina disse...

¿qué esconde la esencia del trigo?...
quizás un soneto distante o un renacer escondido...
Bellas letras, siempre es grato leerte, bonito fin de semana!