06 dezembro 2012

da Queda


quando morreste
(não que tiveste morrido)
nem soubeste
o que houveste vivo
ou que não és o que foste
e talvez nem foste
o que em ti te morreste:
tiveste sede
e sedeste

acabou-te o olhar
no antes do acima
(per)deste-lo abaixo
aos cachos em palmo
a palmo
do sonho enterrado
errado

agora
(con)tentaste
em varrer o teu pó
(es)correm-te astros
pelo (v)entre das coxas
e vomitaste nas mesas
em podrentas certezas
as entranhas já roxas

e sorrias
como quem ainda ama
deixando à mostra
pelo céu da boca
uma pérola de ostra
e um (re)pasto de lama

e nem há arte
a falar-te

5 comentários:

Laysha Vampira disse...

Lindíssimo! Sem palavras!


Vampira lhe convida à uma visita.
Beijos sangrentos.

Cristina disse...

Excelente, es un placer leerte.
Te dejo un abrazo.

Daniel disse...

Há muita arte,
por aqui.
Diga-se de passagem.
Excelente texto
mesmo que me sinta
estranho ao lê-lo,
volto aqui, logo.
Parabéns.

Dan

Davi Machado disse...

oi Reiffer

o jogo de palavras, essas características tão tuas estão bem evidentes nessa poesia.

aqui sempre é fora do comum.

Layla Baummer disse...

Olá! Tudo bem?
Belíssimo poema, meu caro!!!
Me diz, você gosta de séries, filminhos e livros meio drama, meio comédia?
Pois imagine que legal tudo isso numa história só!
Acompanhe meu blog, Next Exit , e divirta-se com a história de Layla, uma jovem de vinte e poucos anos totalmente perdida quanto ao seu futuro profissional.
Já estamos no segundo capítulo!
Novos posts todas as quintas-feiras às 20h.
Depois me diz se gostou!
Beijos