08 novembro 2012

Há Sempre um Crime


mantenha-te
atento
ao teu mim mesmo
e ao que te acerca

pois que
há um cerco
que te apressa
e um circo
de esterco
que te apreça

tenta-te
versa-te no teu adiante
que é sempre o passo
que traga
a todo instante
pro fundo

quanto a mim
que ao mundo
do meu lago
nenhuma onda
se afogue ou se abale 
quer por onde
eu vago
quer por onde
eu vale

(pre)
sinto-me
no que me vela
sem motivo ou alarde
que antes da queda
eu pegue
seja cedo
ou nem tarde

que sempre há um crime
entre um alarme
e um alerta
do que é sublime

4 comentários:

Sónia M. disse...

Um poema lindíssimo!! Adorei!
Beijo
Sónia

Ana Bailune disse...

Belo... acho que estamos sempre sendo avaliados, julgados, da mesma forma que avaliamos e julgamos também, o tempo todo.

Jéssica do Vale disse...

Magnífico.

Curiosa disse...

belo ... espelhei-me ...