21 junho 2012

Sobre um Morto

quando estiveres Morto
ao ponto
de deixar de existires
(e estás quase
como quando em um ponto do céu
desaparece uma ave)
então estarás no ponto
e voltarás ao ponto inicial
ao ponto mínimo branco
brotado entre o negro dômino
de uma roda de filosofia oriental

Fênix e Reis
renascem das cinzas
e nunca perdem a majestade
(o reinício é o muito tarde)

que importa
que falem de isso e de aquilo
ou de aquele e de esse?

como se passando do ponto
da meia-noite
fatal
natural
infinital
não amanhecesse...

5 comentários:

Ligéia disse...

Tenho medo da morte... É tão conhecida , e ainda é mistério.


Reiffer, me perdoe pela ausência desses dias. Ando meio down...

Mas estou tentando um up! rs.

Luiz Alfredo disse...

A morte é apenas um poema
que não pode ser escrita
com dedos confusos
repletos de vida
como os meus
mas com a própria morte
é uma pena não estar vivo
para lê-lo
Belo poema poeta
nos leva a pensar neste voo
misterioso
mas com a esperança
de um renascer nas asas
no Fênix.

Luiz Alfredo - poeta

Lara Amaral disse...

Muito bom, Reiffer!

Nunca se sabe se o dia começa renovando-nos ou findando-nos.

Gosto muito de te ler!

Beijo.

Sonhadora disse...

Meu querido Poeta
As palavras são ruas para a eternidade...e mesmo depois da morte do corpo, elas vão continuar, não dentro de nós...mas nas memória de quem as lê.
Como sempre ler-te é atravessar o tempo e o espaço.

Beijinho
Sonhadora

Sónia M. disse...

(o reinício é o muito tarde)
Um belo poema que convida à reflexão!
Beijo
Sónia