26 junho 2012

Os vegetarianos prejudicam mais o meio-ambiente do que os carnívoros, e outros motivos de eu não ser vegetariano

Algumas pessoas devem pensar que sou contraditório, incoerente, talvez até hipócrita, no momento em que defendo o meio-ambiente e os animais e, ao mesmo tempo, posiciono-me a favor do consumo de carnes. Bem, argumentarei sobre minha posição.

Antes de qualquer coisa, a afirmação comum de que a criação de animais polui e devasta mais que as plantações não procede por vários motivos. Na Revista Galileu de setembro de 2010 encontra-se o seguinte:

Um vegetariano substitui os alimentos de origem animal por soja e lentilha, por exemplo. A Inglaterra, especificamente, importa boa parte desses produtos. Se precisasse plantá-los em seu território, o espaço dedicado à agricultura teria que aumentar muito - mesmo levando em conta a redução da área dedicada à plantação de grãos para alimentar animais de abate. Colocando na ponta do lápis, o impacto dessa mudança seria maior do que os atuais efeitos negativos dos pastos - e isso inclui a emissão de gás metano provocada pela flatulência dos animais. Além disso, os substitutos da carne passam por um processo industrial que consome uma grande quantidade de energia. A fabricação de proteína de soja, por exemplo, consome mais energia do que a transformação de carne bovina em hambúrguer, o que significa mais carvão queimado nas usinas. Ou seja: tofú não é mais verde do que um prato de churrasco.”

Não me prolongarei mais sobre esse ponto do assunto. Para quem tiver maior interesse, pode ser encontrado mais a respeito, de forma bastante esclarecedora, aqui: http://www.scotconsultoria.com.br/noticias/artigos/22151/dietas-vegetarianas-causam-mais-danos-aos-animais.htm. Sugiro que leiam.

Detendo-me na realidade mais próxima a mim, aqui no pampa gaúcho, as suas regiões mais preservadas são justamente as utilizadas para pecuária. Na própria Santiago, as regiões próximas a Itacurubi e Unistalda, e estes municípios mesmos, tradicionais na criação de gado, apresentam um alto índice de conservação do pampa, tanto na flora como na fauna, se comparado com regiões ocupadas pelas plantações de soja, arroz e trigo.  As plantações de arroz são famosas pelo seu elevadíssimo consumo de água. É claro que para a existência das lavouras é necessário a destruição dos campos e das matas, além do uso de agrotóxicos. Já a pecuária preserva os campos e não destrói as matas ciliares. Basta compararmos os campos e os rios de Itacurubi com os de Capão do Cipó. Em Capão do Cipó nem há quase mais campos, tudo está ocupado com as lavouras de soja. E os rios encontram-se assoreados e contaminados por agrotóxicos.

Há ainda a questão, levantada por muitos, de que sacrificar animais para o consumo é uma forma cruel, impiedosa de alimentação. Os animais são seres vivos e sentem dor. Sem dúvida. E os vegetais não? Um pé de alface ou um pé de cenoura são tão seres vivos quanto uma ovelha. Quem garante que eles não sintam dor ao serem arrancados para o consumo? Ou será que não sentem dor porque não demonstram sentir dor como demonstraria uma ovelha? Que conhecimentos temos nós da realidade da existência, da vida de uma planta para garantirmos que ela não sinta dor, seja ela física ou não? É claro que há métodos cruéis utilizados em abatedouros de animais que devem ser combatidos, banidos e fiscalizados.

Muitos abordam questões espirituais para argumentar que o vegetarianismo é menos agressivo aos seres vivos. Bem, nesse caso, os espiritualistas hão de concordar comigo que há uma alma tanto nos animais como nos vegetais. Por que as almas dos animais sofreriam ao terem seus corpos sacrificados e as almas dos vegetais não?  E há ainda muitas visões espiritualistas, de meu conhecimento, que ensinam que a carne vermelha é fundamental para determinadas pessoas, o que varia de acordo com sexo, personalidade e ocupação. Segundo tais visões, pessoas do sexo masculino, de personalidade forte e que necessitam de grande concentração em seus afazeres necessitam se alimentar com carne vermelha, sob o risco de desenvolverem certas doenças, desde anemia até cânceres. Eu mesmo já fui vegetariano durante quase dois anos. Nunca me senti tão fraco e desanimado em toda minha vida. Sem falar que eu nunca me sentia plenamente saciado com a alimentação e acabava por comer muito. E isso que substituía a carne animal por carne se soja, bebia muito leite, comia queijos, enfim. Quando voltei a comer carne, foi um enorme alívio.

E mesmo quem prefira argumentar afirmando que uma alimentação vegetariana é mais saudável para nosso organismo, jamais encontrará um consenso entre médicos e cientistas. Há os que defendem uma dieta vegetariana e outros que defendem a carnívora, ou melhor dizendo, a onívora. Porque os seres humanos não são cervos que se alimentam somente de pasto e nem tigres que comem apenas carne. A nossa alimentação é correta quando ocorrem as duas coisas. Somos onívoros. O que aconteceria se alimentássemos um cervo só com carne e um tigre só com vegetais? Creio que algo semelhante a quando privássemos um ser humano de sua dieta onívora, banindo vegetais ou banindo carnes.

Ademais, o simples ato de nos alimentar seja com o que for, de beber água, até de respirar, o simples ato de existir já agride ao meio-ambiente. O problema em si não é o que comemos. O problema é que o planeta já não está suportando mais tanta gente. Ou uma parte da humanidade acaba, ou o planeta acaba. Simples assim. Matemática pura.

24 comentários:

Nadine Granad disse...

Interessante!...

Sou vegetariana há 12 anos, sinto-me bem e discordo de alguns pontos... simples assim!...
As pessoas são diferentes... ainda bem!


Beijos =)

Carla Ceres disse...

Postagem corajosa. Sou vegetariana, mas gostei. Abraço!

Guilherme Vinjar disse...

Excelente ponto de vista Reiffer,
principalmente na parte em
que as plantações mais devastam
do que a pecuária e que as plantas
também são seres vivos.

Penso que, para não haver hipocrisia,
um vegetariano só poderia falar que
é o mesmo se ele produzisse seu
próprio alimento, - coisa que muitas
vezes não acontece...

Karin disse...

Oi!

Ótima postagem.

Eu também não fui uma vegetariana saudável. Resisti por 3 anos.

O vegetarianismo virou uma espécie de crença, muitos vegetarianos são tão chatos quantos os crentes.

Acredito que as pessoas devam comer o que quiserem e que, no caso da carne, é necessário exigir o abate humanitário.

Abraço!

Karin disse...

Oi!

Ótima postagem.

Eu também não fui uma vegetariana saudável. Resisti por 3 anos.

O vegetarianismo virou uma espécie de crença, muitos vegetarianos são tão chatos quantos os crentes.

Acredito que as pessoas devam comer o que quiserem e que, no caso da carne, é necessário exigir o abate humanitário.

Abraço!

Anônimo disse...

Seus argumentos até fazem sentido. Mas o final do texto é catastrófico, de uma falta de sentido completo. Qualquer pesquisador esclarecido afirmará que, com os recursos tecnológicos atuais, é possível manter o planeta adequadamente. Assim como manter as pessoas numa condição de vida melhor do que a atual. Se tem gente demais, e esse é o problema, uma parte tem que cair fora. Qual parte? Isso dá medo e o caminho é direto é o fascismo. Abraços!

Al Reiffer disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Al Reiffer disse...

Caro Anônimo: a população atual do planeta, mais de 7 bilhões de pessoas, segundo muitos estudiosos, está muito perto do limite máximo suportado pelo planeta, isso SE HOUVESSE um consumo apenas o suficiente para cada um viver bem, coisa que não ocorre, nós consumimos muito mais do que precisamos, enquanto outros vivem na miséria absoluta. Acreditar que os privilegiados vão abrir mão de seu consumismo para deixar aos miseráveis é uma utopia que, infelizmente, não cabe na humanidade. O resultado é que já estamos consumindo 1 planeta e meio, o que está no relatório da WWF para a Rio+20. E a verdade é essa sim, catastrófica mesmo: ou uma parte da humanidade acaba ou acaba o planeta. E teria que acabar a que consome mais: países ricos. Mas isso não será nem eu nem tu nem ninguém que decidirá, será o próprio planeta.

Fernando Coelho disse...

A populacao tenderia a nao crescer ou mesmo a diminuir, caso houvesse mais cultura e educacao. Nao se precisaria usar a tatica do Adolf. Basta observar os paises cuja populacao e' mais instruida. Taxa de natalidade negativa, claro. Gostei do texto, so' achei meio demais quando questiona a possivel alma dos vegetais. E' verdade que nao se sabe o que e' alma, mas atribuir uma hipotetica consciencia a um pe' de couve... Porem, o argumento do texto continua valendo. Para viver, alguma coisa tem que morrer, com "alma" ou nao. Alias, quem garante que temos alma?

Iporã disse...

Cara, primeiramente, a questão do sofrimento animal e a espiritualidade como razão para o vegetarianismo são argumentos muito fracos, poucos ainda se prendem a isso.

A questão é a ambiental mesmo, e acho que sua comparação não é válida. Explico:
Não há dúvidas que a pecuária é a melhor forma de exploração econômica do pampa, o pasto é nativo, reduzindo investimento e drasticamente o impacto ambiental da ação, acontece que a pecuária como no pampa é a excessão. A quase totalidae da carne consumida no mundo depende de vatas plantações de soja e um pouco de milho para ração animal, é fácil para nós vermos isso no frango e no porco, mas é chocante a imagem de fazendas de confinamento de gado nos EUA, com caminhões chgando e saindo carregados de soja, estes animais jamais vêem uma touceira de capim, só terra nua, dada a concentração de cabeças no confinamento. Sabemos muito bem da devastação causada na amazônia para o plantio de soja e criação de gado, o próprio cerrado que poderia talvez ter uma forma de criação similar ao pampa virou extensas plantações de soja. Soja essa que vai quase que completamente para ração animal.

A maior parte dos vegetarianos que conheço consideram a proteína de soja um alimento nojento e ambientalmente incorreto, e preferem outras fontes de proteína na sua alimentação, infelizmente não sei exemplificar pois não sou vegetariano, apenas um simpatizante (e adoro um bife de porco frito na sua banha), mas posso dizer que os vegetarianos que estão ligados não se alimentam de soja.

Abraço, Iporã.

Al Reiffer disse...

Iporã, grato pelo comentário. Primeiramente, veja bem que eu não disse que não há destruição para a pecuária, obviamente que há. Limitei-me ao Pampa porque é a realidade que conheço. Mas meu objetivo maior é mostrar o outro lado. O vegetarianismo também causa destruição em massa da flora e da fauna. Parece que os vegetarianos consideram-se "santos" na questão ambiental e não é bem assim. Basta vermos, por exemplo, os que os países orientais como China, Filinas, Laos, Vietnã, Índia onde o consumo de carne é bem menor que no ocidente, fizeram com suas florestas e com sua fauna. Grandes partes foram destruídas para plantação de arroz, alimento básico deles. Na Indonésia, por exemplo, as florestas habitats de orangotangos tem sido destruídas para produzir azeite de dendê. Não há como fazer uma hortinha nos fundos de casa como sonham os vegetarianos para sustento próprio, Somos 7 bilhões de habitantes. Todos somos responsáveis, não como se alimentar sem destruir o planeta.

Nadine Granad disse...

Obrigada pela gentileza, sempre!...

Tens razão... não sou radical... nem limitada ;)


Beijos =)

Ligéia disse...

Não vou me estender em comentar sobre ser ou não vegetariano ou sobre o fato dos hábitos vegetarianos serem mais prejudiciais ao planeta. Para mim a questão é bem mais que técnica, ou ecológica. Primeiro que conheço vegetarianos extremamente saudáveis. Creio ser isso uma questão apenas de evolução. Sou espiritualista e acredito na evolução do espírito. Não estou evoluída o bastante, não cheguei ao ponto de ser vegetariana, ainda sinto necessidade de comer carne, embora consuma muito pouco.
O sofrimento dos animais na proximidade da morte é algo que me impele a não comer sua carne.
E muitas vezes, o método é cruel. Se eu tiver que matar algum animal para comer, morrerei de fome.

Anônimo disse...

Há vegetarianos por motivos variados. E há os veganos por uma única razão: a ética. Não devemos matar seres inocentes se podemos evitar de fazê-lo. E podemos. Não é por que sou vegano há dez anos e vegetariano há 18. (Isso seria um argumento bobo, pois há fumantes de 80 anos e nem por isso se dirá que o fumo garante vida longa). Há, porém, médicos nutrólogos, como Erik Slywitch que estudam o veganismo e comprovam que é uma dieta saudável para os humanos, desde que complementem a vitamina B12, único elemento não encontrável no mundo vegetal. (lembrando que não veganos também frequentemente precisam complementá-la). Enfim, o argumento para os veganos é o ético: não é correto matar seres inocentes se podemos evitar de os matar. Simples assim. Antonio Macedo

Vanderson disse...

Pois é, gostei muito do seu texto, Al Reiffer. Meu pai se tornou vegetariano há pouco tempo, e eu achei estranho, já que ele sempre comeu carne, e sempre soube o que os animais passam nos abatedouros (ele já viu pessoalmente). Sempre pensei nesse lado da questão. Desculpe o comentário, mas como o ser humano é ingênuo! Primeiro, fala que não quer comer carne por causa da ética, do meio-ambiente, mas daí ele mesmo fica querendo tirar as coisas da natureza! Acho irônico. Mas, sem contar isso, eu sinceramente não sei o que faríamos com as vacas, os bois e os porcos, se não comêssemos mais as carnes deles, nem tomássemos leite.

Paulo disse...

sabe-se que temos que reduzir ao maximo nosso impacto. Por isso adoto uma dieta e um estilo de vida frugivoro.

RPG- Histórias em Quadrinhos disse...

Terrível!!! Você está dizendo que é melhor MATAR os bilhões de humanos futuros que não suportarão a Terra, para saciar o seu prazer de comer carne??????????????????

Resolução matemática: todos vegetarianos. Todos os animais vivem. Todos os humanos vivem. Ponto final. Acabou de esquecer do Aquecimento Global, a pecuária, daqui a 50 anos a seca matará muita gente e haverá escassez de alimento. E outra: plantas não possuem Sistema Nervoso, logo, não sentem dor. Ao contrário, animais gritam e sentem dor semelhante a nossa, comprovado cientificamente.

Anônimo disse...

Sim os campos gastam mais espaços, mas sabia que o maior índice de incidência de metano vem do estrume dos gados? Aí se você diminui seu número pois não tem mais tanto consumo você faz uma plantação no lugar e sobra espaço para reflorestar ainda. Ps. plantas tem vida mas elas não tem coração, alma, espírito.

Anônimo disse...

Fácil falar que vai morrer de fome. Fácil falar

Ana Carolina Pedreira disse...

Bem, virei vegetariana recentemente. No entanto,concordo com seus argumentos, especialmente a parte de adquirir doenças desde anemia até canceres. ótimo texto!

juce disse...

"Um pé de alface ou um pé de cenoura são tão seres vivos quanto uma ovelha" Só que não. Vegetais não tem sistema nervoso central, simples assim. Cuidado, nem sempre frases de efeito refletem a verdade. Não sou vegetariano, longe disso, mas detesto pontos de vista xiitas, tanto o dos veganos como o seu, cheio de verdades distorcidas, dados suspeitos, fabricados e incompletos.

Anônimo disse...

Muitas inverdades

jonas brothers disse...

Nunca vi vegetariano dizer que nao é saudavel e falam como se eles fossem medicos e fizessem exames todo ano bem detalhados com todo tipo de analise para saber se REALMENTE nao estao com problemas serios.
Os efeitos sao a longo prazo ninguem morre de uma hora pra outra porque trocou a dieta levam muitos anos.

Marcelo Agnelli disse...

1. Os estudos sobre a sensibilidade das plantas são inconclusivos, nunca foram repetidos (pré-requisito para um experimento científico ter validade) e alguns cientistas consideram-nos como verdadeiras fraudes.
2. As plantas não têm sistema nervoso central, logo é impossível para elas sofrerem e sentir dor.
3. As plantas são fixadas na terra; elas não podem fugir de um predador, no máximo ter espinhos; o sistema nervoso e a sensação de dor servem justamente de alerta para que os animais fujam de perigo iminente – se a planta não pode fugir, pra que precisaria sentir dor?
4. Responder a estímulos não é igual a ter senciência. Até organismos não-vivos como células e proteínas respondem a estímulos. Mesmo que as plantas tenham algum tipo de sensibilidade, ela seria muito diferente da senciência dos animais. Mesmo os estudos que tratam da sensibilidade das plantas constatam isso. Elas podem ter mecanismos de defesa, atração, estratégias de dispersão de sementes ou mesmo captura de presas. Mas nada indica que elas experimentem dor ou sentimentos.
5. É provado que podemos viver sem explorar, matar, comer animais. Mas podemos viver sem plantas? Lembrando que usamos plantas não só na alimentação, mas para fazer várias outras coisas, desde produtos de higiene e limpeza, medicamentos, até roupas e utensílios domésticos e móveis. Viver sem usar plantas, se não for impossível, exigiria que voltássemos a viver na selva. No caso das plantas, portanto, pode-se alegar com muito mais propriedade que nossas vidas dependem dela – o que não é de modo algum verdadeiro no caso dos animais não-humanos.
6. Podemos optar por causar mais dano ou menos dano. É sempre preferível, quando o dano é inevitável, causar menos dano. Creio que qualquer pessoa, a menos que seja nazista ou coisa parecida, terá que concordar com este princípio. E o fato indiscutível é que comer e usar plantas diretamente causa menos dano, porque se temos que infligi-lo, e podemos optar em fazê-lo a animais E plantas ou só a plantas, o melhor a fazer é causar dano só às plantas. Até porque, afinal, os animais também comem vegetais e derivados, e um boi, alguns porcos ou muitas galinhas comem muito mais vegetais do que um ser humano comum. Se considerarmos o tanto de animais para consumo que existem no planeta, veremos quantas toneladas de vegetais nós lhes damos para os comê-los depois, o que será revertido numa quantidade bem menor de carne, que além de tudo é um alimento mais pobre. Aqui percebe-se como até de uma pergunta banal, provavelmente debochada, pode-se extrair uma reflexão relevante. Se esse interlocutor hipotético acha mesmo que devemos consideração às plantas, ainda assim teria de ser vegetariano: produz-se e consome-se muito menos plantas se nos alimentamos diretamente delas, causando, conseqüentemente, menos dano não só aos animais, mas às próprias plantas e a todo o ecossistema. Tantas plantas sendo dadas a animais é desperdício de comida e uma pressão extra sobre as florestas remanescentes. É mais racional, sob todos os aspectos, alimentar-se diretamente de fontes vegetais. Além de poupar os animais, desse temos mais excedente de alimentos (ajudando no combate à fome, que é um fenômeno político) e ajudamos a reduzir a dependêndia da importação de alimentos e a derrubada de florestas.

7. Se, em todo caso, a pessoa DE FATO se preocupa em poupar a vida dos vegetais, ela tem a opção de adotar o frugivorismo (frutos e frutas), que embora restrito e requeira muito cuidado, é viável. Não há, sob qualquer prisma, em qualquer sistema de crenças, qualquer dilema ético na alimentação frugívora, afinal, as frutas não são seres vivos, são parte do sistema reprodutor dos vegetais, e EXISTEM PARA SEREM COMIDOS, pois é ao comê-los que os animais espalham as sementes dos vegetais, permitindo assim que nasça uma nova geração deles.
Saiba mais: http://brazil.skepdic.com/plantas.html