20 maio 2012

do Esquecimento

o que sonhou o sonho de dizer...
quem é que passa de um sonho?
tudo que é dito é esque(cimento)
arrancado da parede pelo vento...

quando eu me disse a poesia
(e que dia...)
queria chegar ao fim
e fazer que fosse um algo
um som um astro um vago
um certo um marco um sim
ou não podendo o tanto
talvez um mais degrau...
mas não chegará a gráfico sinal
de uma página amarela
do livro da vida sonhada
num canto

lembrando o que não foi
o não sempre me recorda
a corda
enforcada no fundo do grave
e aquela outra espada
pesada
pendurada no canto da ave...

então restará uma pergunta
(lá quando o for tarde):
mas com qual esque(cimento)
de nada
foi construída a humanidade?

...àquele que sonhou o sonho do meu ser
que soou só um passo de um sonho
(de que não passo)
sem sequer esquecer...

2 comentários:

Luiz Alfredo disse...

Um dia acordei
e vi que a humanidade
não é um sonho
é uma realidade
tão real como o sonhar
do teu poema.

Luiz Alfredo - poeta

vieira calado disse...

A minha 1ª visita!

Gostei!

Um abraço.