24 março 2012

O Silêncio é Ouro...

melhor que afirmar
é sugerir...
quem afirma tudo o que fala
(pavão a empenar-se  na sala)
viola as portas de violino do silêncio
com a violência de um touro...
que se deixe o silêncio dizer de si:
o que se silencia
vale seu som em ouro...

gosto de (não) dizer
o que  não está (ou sim)
pelo entre do que digo
não quero que quem me leia
esteja lendo de si para comigo
e melhor ainda
é aquilo que nunca disse
verso sorrateiro furtivo
sussurro selado pelo vento
que nem sequer existisse...

a verdade nunca se sempre de frente
há que se por um porém
entre o que ela é
e o que dela se vê
verdade é o que está sempre latente
a possibilidade ainda não alcançada
(a protegê-la do que é gente)
por isso só
sólita em signos
e criptografada

há um só sentido
(mas que são vários
ou  vários...)
e para provar
que não afirmei nada
poderia ter dito tudo isso
pelos contrários...

(Revisão do poema de mesmo título publicado em 5 de julho de 2011.)

3 comentários:

Alê disse...

Entre sentidos, e sentimentos, verdades e mentiras: eu quero a sinceridade, não importa seu preço,


Bjkas

Mirze Souza disse...

O silêncio é de ouro, sim. Um dia ainda vou fazer um blog só com o título e deicar que as pessoas interajam. Não seria ótimo:

Beijos, POETA!

Mirze

┼†■' ŞỮŇΔ '■ ┼† disse...

tens uma forma peculiar de escrever tuas obras...
... Original e fascinante!
... seguindo-te.