19 janeiro 2012

Quando Chegar a Hora

quando eu voltar à Revolta
(àquela dos antigos
que nem mesmo têm amigos)
contarei um conto
que não será vendido
nem por mil contos
de réis
ou de reis
agora
(ao fim da hora)
conto
as estrelas do infinito
apontando meu dedo maldito

(cantos de cisnes)...

quando eu voltar à Revolta
fumarei dos cigarros
até mesmo as pontas
e acertarei
todas as minhas contas

2 comentários:

MIRZE disse...

Ai, Reiffer!

Que hora? Viu como você é parecido com Orwell!

Se puder me avisar, agradeço!

Beijos

Mirze

Herculano Novaes de Aragão disse...

Belíssimo!