22 outubro 2011

De Segundo em Segundo...

...o
tempo
é um algo estranho:
dizem que pode ser marcado
por ponteiros de cobre ou de estanho...

e ele vai indo
hora por hora

de hora em hora
de hora em hora

e quando se vê
tu já foste embora...

e vai avançando
de minuto em minuto

minuto a minuto
minuto a minuto

e quando se vê
outra vez de luto...

e aquele infindável
de segundo
sobre segundo

segundo
em segundo
segundo
em segundo

e quando se vê
já não há mais mundo...

não há mais mundo
há mais mundo
mais mundo
mundo
o...

3 comentários:

NVBallesteros disse...

Letra a letra me haces sentir tristeza...Dejamos ir el tiempò como agua entre los dedos...

Besos

MIRZE disse...

REIFFER!

Que coisa linda! Lembrei do Quintana, mestre do tempo.

O final do poema arrasa com a gente.

Parabéns, poeta!

Beijos

Mirze

Davi Machado disse...

Um poema simples, que pode parecer simples, que pode...
gostei dele!


té!

o relógio, o relógio, o relógio...