02 abril 2011

Decadência da Educação - Colapso da Água

O título desta postagem refere-se a dois editoriais do jornal Correio do Povo. Dias atrás escrevi aqui no blog que as estatísticas afirmam que a educação brasileira está melhorando, mas que na prática eu não vejo nada disso, muito pelo contrário, parece-me cada vez pior. Pois o editorial publicado em 28/03/2011 sob o título de "A degradação do espaço escolar" reforça minha visão. Eis alguns trechos:

"Têm-se tornado cada vez mais comuns as notícias sobre agressões entre colegas e até mesmo contra professores e membros do corpo diretivo. Em Porto Alegre, foi bastante divulgado o caso de um estudante que agrediu violentamente a professora por causa de uma nota baixa.(...)

São muitos os motivos que levaram a que chegássemos ao atual estágio. Os professores estão cada vez mais desmotivados pelo estresse dos baixos salários e das condições de trabalho, com a autoestima em baixa. Além disso, sofrem um processo de desmoralização constante com a perda da autoridade na sala de aula, tendo que se submeter a uma tirania hierárquica que os transforma em peça sem valor de uma engrenagem obsoleta. Também a aprovação automática, que virou rotina, faz com que os mestres sejam obrigados a aprovar alunos sem condições de avançar". 

Quanto ao colapso da água, com o título Um bilhão sem água, o editorial do Correio do Povo de 30/03/2011 afirma o seguinte: 

"De acordo com um  estudo publicado na revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences, até 2050 mais de 1 bilhão de pessoas deverão ficar sem acesso à agua, principalmente as que vivem nas grandes cidades. (...) As péssimas condições sanitárias nesses grandes conglomerados urbanos tornam ainda mais graves os riscos para a fauna e a flora".

Será que só em 2050? Eu acho que antes, hein...

"E assim caminha a humanidade..."

4 comentários:

Gisa disse...

...a passos largosssss....
Um grande bj querido amigo

Roberta Mendes disse...

Já não há alunos nas escolas e, sim, consumidores. O professor foi reduzido a um mero prestador de serviços. E, como tal, depende da aprovação de seu público consumidor. O poder em sala de aula mudou de mãos. Não se democratizou, como sonhávamos. Apenas multiplicou o contingente de tiranos.

Bruna Camargo disse...

Isso é só uma pontinha do Iceberg, o problema da educação é bem maior.
E devemos tomar cuidado para não cair em generalizações, pois há alunos interessados e afim de absorver conhecimento sim, e professores respeitados pois conquistam sua autoridade na sala de aula.

Derrubar o Iceberg, não é nem um pouco fácil, mas vamos tentando na medida do possível!

Raíz disse...

Há muito tempo atrás, no final dos anos 90. fui repreendida pela diretora da escola em que ensinava por não me submeter à vontade de um "filhinho de papai".
Disse a diretora: "Precisamos de professores que cumpram o papel que EU quero. Quem educa são os pais, Se precisar apanhar, apanhe, mas o Curso não pode perder dinheiro.

Claro que nunca mais voltei e saí sem meus direitos trabalhistas, tão revoltada estava. Agora com o "bullyiing" nem entro mais em sala de aula. E tem o DDA etc etc...

Quanto a água, porque temos rios e mares, para mim muito antes de 2050, estaremos como na Índia e algumas partes da África onde se escava o chão para tomar um pingo de uma poça, através de um micro canudo.

Belo alerta, Reiffer!

Parabéns!

Beijos, poeta!

Mirze