04 dezembro 2010

Miniconto-Poema de Febre

eu sinto o cheiro da tua voz de almas
entre palavras que não mais existem
só digo aquilo que não tem sentido
a ver se toco o meu alado cravo
ali morri como se fosse um lobo
e do sedento eu me acenei teus olhos
estava lá ao nunca mais cantando
por entre abismos de um planeta doente
mas foi no sim que pressenti teu verde
porque a pintura me esqueceu sonhando...

fiz uma história em doze versos-febre:
não tenho culpa se não me entendeste...

8 comentários:

Mai disse...

A.,
não é muito fácil escrever sobre a morte, o fim, o nada e seus cheiros e sensações, sem descambar para a morbidez. Talvez seja isto que me chame a atenção em sua escrita. Não sei avaliar como faz sem 'sequelas' ou se escrevendo sobre o fim, você não se esvazia dos temores da finitude...
Mas você consegue escrever sobre este tema como muita naturalidade e sem aliciamentos.

grande abraço

Metáfora do Tempo disse...

És realmente um mago das palavras, este verso é sublime: "eu sinto o cheiro da tua voz de almas"

Mirze Souza disse...

REiffer!

Um máximo de mini-conto!

Beijos, poeta

Mirze

Zélia Guardiano disse...

Perfeito, meu querido!
Perfeito!
Gosto demais do teu estilo, do clima assim, mais ou menos noir, que encontro aqui.

Grande abraço, A.

Katia Cristina disse...

Me senti mais ou menos assim esse ano, sei do que está falando

Gisa disse...

Tuas palavras sempre me causam sensações indescritíveis. Sinto a febre me invadir e durmo pensando.
Um bj querido amigo

Michelle Buss disse...

Muito bom! Parabéns!

Mirze Souza disse...

Reiffer!

Acabei de comprar seu livro. Pena que não venha autografado.

Já sei que vou amar!

Beijos

Mirze