30 agosto 2010

Aceito...

aceito o meu destino
com todas as pedras jogadas da Torre
no meio do meu caminho...

mais que a pedra de Drummond
é a pedra que soa como um sino
há um “Louco Alphonsus, Louco Alphonsus!”
no trilo do meu destino...

aceito mas não me inclino
deixo que o vidro se quebre
em seu cristal hialino
mas não junto os cacos do seu som...

mais que a pedra de Drummond
há um mantra-sino
no meio do meu des(a)tino.

9 comentários:

Valéria Sorohan disse...

Verdadeiramente bela a tua forma de aceitar! Doces e vivos sentimentos reais onde o teu desejo flutua ao vento da literatura de Drummond.

BeijooO*

Joel Vieira disse...

Aceitar as pedras no caminho é de longe um dos desafios mais árduos das pessoas. Me lembrou uma passagem lida recentemente por mim em um livro de Clarice Lispector. Não adianta fugir da dor, quando mais o faz, mas se sofre. Deve encarar a dor e senti-lá tb, e deixar q aos poucos ela vá embora.
Abraços

Michelle Buss disse...

Intensos versos! Fantástico!

Mirze Souza disse...

Muito BONITO!

Reiffer, poucos os que aceitam.

Abraços

Mirze

Ju Fuzetto disse...

Belissimo!!!
beijo amigo

Aмbзr Ѽ disse...

aceitar, mas não se inclinar;

para cada verso, um ensinamento... uma resignação.

http://terza-rima.blogspot.com/

Patrícia disse...

Lindo,como sempre!
bjssss

Lara Amaral disse...

Sempre há... E seu olhar poético captou muito bem.

Abraço.

Graça Pereira disse...

Aceito...sem aceitar! Mais vale torcer que quebrar!
Adorei a tua Poesia!
beijo
Graça