21 julho 2010

Não-Sentido

mas qual sentido que há
no sentido do que sinto?
se tudo é um sonho seco
afogado em vinho tinto
sentimento sem saída
taça cheia do que minto
soco inútil por estercos
vãos derrames indistintos
gota em vaso carcomido
sangue em quadro que não pinto
verso-vento sem destino
vulto-anseio não me vindo
vasto plano sem motivo
deus-deboche sempre rindo
sol perdido em noite-sino...

mesmo assim eu vou sentindo...

9 comentários:

Nadine Granad disse...

Musicalmente inquietante e existencial!!!
Gostei!


Abraços =)

Leca disse...

Gostei de suas palavras...
rimadas e cadenciadas...
às vezes o que eu não sinto...
é o não vivido...
Beijos
Leca

Ribeiro Pedreira disse...

porque o sentir não haveria sem o não sentir e tudo tem sentido, mesmo não sentindo.
abraço, meu caro!

singularidade ímpar disse...

lindas palavras
adorei o blog em si.

Cris de Souza disse...

Esse ritmo aguça qualquer sentido...

Evoé!

Lara Amaral disse...

Quando a gente pensa que secou, algum outro sentido aflora.

Beijo.

Patricia Garbuio Bittencourt disse...

Sentir é o sentido para tuda na vida.Muito lindo!Bjsss

Joel Vieira disse...

Belo poema. Exatamente assim que deve ser, sempre sentindo. Afinal quem não sente não vive.

Michelle Buss disse...

Realmente muito bom!
Parabéns! Estou adorando ler teus versos. São realmente incríveis!