16 abril 2010

Poema Sem Graça

adeus
graça
aos gracejos estúpidos
do homem ingrato

a pena que tenho do homem
afunda como o branco da pena da garça
no negro do óleo que escorre
sem graça nenhuma

vai-te em graça
como símbolo gracioso
de tudo aquilo que morre:
a Deus
garça

e o que resta
à humanidade (in)graçada?
a des...
graça.

9 comentários:

Lara Amaral disse...

Um espaço de reflexão aqui, poemas sempre de conteúdo.

Beijo.

Robson Schneider disse...

Esse poema tem cara de fado. Adoro fados também.
Abraço Alessandro

Ana Lucia Franco disse...

Reiffer, o poema carrega certa indignação, que bem transformaste em poesia.

bjs.

Sonia disse...

Passando para deixar um abraço e BFS.


sonia

Matheus de Oliveira disse...

Inteligentíssima e surpreendente a construção deste poema. Meus parabéns!

Sonhadora disse...

Um poema muito profundo e reflectivo, gostei muito.

beijinhos

Renata Magalhães disse...

Fantástico o jogo com que você fez com as palavras, além, é claro, do teor de seu poema. É lamentável a situação da humanidade, gera sim indignação - muita - e tristeza por um posicionamento tão medíocre de seres tão repletos de potencialidade, a qual deveria ser usada na realização do bem e de um mundo melhor.
Mais uma vez, belo trabalho! Abraço.

Richard Mathenhauer disse...

Muito bom o jogo com as palavras.
É assim: enquanto uns brincam com a vida, outros, com a poesia.

Não foi Nietzsche quem disse que os poetas sabem se consolar sempre?

Com amizade,

Brilho da Lua disse...

Interessante o jogo que fizeste com as palavras, trazendo no seu intimo uma subjetividade fascinante meio que sobre o futuro da humanidade do ponto de vista de um misantropo.

Aryane Pinheiro