28 fevereiro 2010

Ao Fim do Pampa


quero-quero vasto que me olha denso,
o que é que alarma no teu sino antigo?

pampa que crepúsculas,
não te sones antes que eu me vide...

folha de angico que te nervas sopro,
o que é que julga na tua chama acesa?

pampa que te noites,
não te lues antes que eu me ocase...

sanga que adaga em todo um céu de chumbo,
o que é que marcha no teu grito frio?

pampa que te sangues,
não te doenças antes que eu me febre...

coxilha em cosmo que me fúria um sonho,
em quais sentenças é que te levantas?

pampa que te fins,
não te mortes antes que eu te ame...

3 comentários:

Milton Ribeiro disse...

Maravilhoso. Gostei muito.

Laurinha disse...

"...pampa que te fins,
não te mortes antes que eu te ame..."

Lindo! Honrado! Digno!Especialmente esse final!

Beijos poeta,

Richard Mathenhauer disse...

Se existe a tal inveja branca, estou dela agora tomado! rs

Reiffer, adorei a forma como vc construiu seus versos, as palavras, que, num primeiro momento até deixam confuso, mas é tão curtinho esse momento, que logo a gente entende direitinho o que se quer dizer!

Se existe a tal inveja branca, estou dela toma agora! rs

Com admiração,