30 junho 2009

Ninguém...

cheguei a todo lugar
onde chegar já não chega
fui além do além do não ido
com tudo que tinha de mim
com minha alma e arte
com minha sombra e rastro
e já não pude voltar
quando cheguei ao fim

em meu nada levei o todo comigo
estive à beira de tudo que é alto
pisei ao extremo daquilo que é abismo
e ninguém soube e ninguém viu
disse o que não é ouvido
apostei o tudo que não tinha
e meu número nunca saiu

voei meu sonho ao proibido
fervi meu sangue com veneno
senti além do que em mim não coube
escalei sem corda o topo do absurdo
alcei-me ao ponto de um limite que não há
e ninguém viu e ninguém soube...

3 comentários:

Äмbзr Gïrℓ ⅞ disse...

é assim, a perdição ainda que tentemos lutra contra o fim.

Blog Suicide Virgin

Carla disse...

Limites e dores, feridas que existem até o momento que conseguimos tocá-las, assim percebendo que era mais uma 'fantasia', e que o final é um pouquinho mais adiante, tem que sentir mais um pouquinho, mais...

Gracieli D. Persich disse...

Ótimo, Sandro. Gostei muito.